Sampa, 10 de Maio de 2009
Cá estou, neste fim de domingo de Dia das Mães cinzento de São Paulo, sem muitos amigos para conversar no MSN. Passei boa parte do dia no almoço de família e ajudando meu irmão a escolher a trilha sonora do casamento dele. Um passeio no tempo, desde os hits dos anos 60 até as músicas mais atuais. Claro, morro de rir com minhas sobrinhas, um capítulo que conto algum dia.
Sem muitas delongas, essa semana que passou foi no mínimo estressante e burocrática. Mas, teve um fato cotidiano que me fez morrer de rir e, ao mesmo tempo refletir sobre até qual ponto vão nossos direitos de liberdade.
Estava no ônibus, voltanto para casa, enquanto uma mulher negra, linda, alta e magra (cara de modelo) fazia questão de ouvir uma música no celular sem os fones de ouvido. Todos têm o direito de curtir algo, mas sem incomodar os outros, né? O fato é que dificilmente alguém reclama, com medo de represálias ou brigas mais sérias. Claro, se for mulher, a coisa muda um pouco, já percebi isso. As pessoas chegaram a gritar para a jovem colocar os fones e ela parecia não escutar. Algumas paradas depois, ela salta e, já na calçada, usa os acessórios. Não restou outra alternativa aos passageiros que assistiram a cena, incluindo eu mesmo, que não fosse rir. Estavamos rindo porque não esperávamos isso ou porque literalmente a sujeita nos fez de palhaço? Vai saber!
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