O que não entendo

23:22 / Postado por Rod / comentários (1)

São Paulo, 26 de junho de 2009

Realmente, hoje volto a me questionar pra que fiz jornalismo. Digo isso porque a mídia massacrou o Michael Jackson e agora parecem que todos estão "arrependidos". Acho que é pra vender mais notícia, sei lá.

Não quero me delongar hoje de novo, porque acho que já disseram o bastante por aí. Só sei que lembro do MJ pelos escândalos envolvendo crianças, ou seja, pedofilia. Se as denúncias eram verdadeiras ou não, não cabe a mim julgar. Mas, o que sempre achei estranho é que tudo sempre acabava em acordos e as famílias recebiam dinheiro - quantias generosas, diria. Agora, pergunto até aos poucos leitores do blog. Se vocês tivessem filhos e tivessem certeza que eles sofreram abusos por parte de adultos, acham que dinheiro iria reparar um trauma desses numa criança? Eu, se tivesse filho, e isso acontecesse, ia querer ver o criminoso atrás das grades. Por isso que nunca acreditei nessas denúncias contra ele.

Só tenho pena de um sujeito acabar a vida dessa forma, sem sucessos e só envolvido em polêmicas.

It's me

23:33 / Postado por Rod / comentários (0)

Sampa, 23 de junho de 2009


A pior coisa em enviar e-mail para alguém é não saber se ela leu ou não e ficar na aflição. Só eu mesmo :///

It's sad sending an e-mail for somebody and doesn't have any sign if the person read it. This is me :///

O tal diploma

16:53 / Postado por Rod / comentários (2)

Sampa, 20 de Junho de 2009

Essa semana foi extinta a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para trabalhar na área. Ouvi argumentos contra e a favor da medida do STF.

Pois bem, formei minha opinião agora e vou explicar abaixo. É apenas como registro meu, afinal, um humilde texto de blog não vai mudar em nada.

Sou contra a decisão tomada esta semana, embora entenda os motivos do STF. De fato, acredito que não é necessário um jornalista portar diploma da área para exercer a profissão. Técnicas de apuração e espírito de repórter são aprendidos na prática. Porém, ainda sim acho necessário portar um, por dois motivos: pressão salarial e mais valorização dos profissionais.

Acho lindo as pessoas falarem que as redações precisam de mais "ar", gente nova, de outras áreas e etc... Isso pode ser muito bom em grandes empresas como Estadão, Folha, Abril, Globo e por aí vai.

Fora que o povo gosta de comparar com Estados Unidos e Europa, que já não exigem diploma oficialmente, mas informalmente. Hello né, o sistema social aqui é bem mais desiquilibrado do que o deles.

Há um fato que poucos lembram: mesmo em jornalismo, assim como em outras áreas, a maioria dos empregadores são pequenas e médias empresas, e as coisas não são tão maravilhosas assim. Não tô aqui reclamando de nada, só pra deixar claro. Mas pensem um pouco, como exigir que eles paguem o piso do sindicato de jornalistas se mal conseguem pagar os impostos direito? Se antes era difícil negociar aumento salarial, agora que não há diploma e a crise bate aí na porta, quero ver alguém ser bem remunerado nesses lugares. Já vi empregos de jornalista pagarem 800 reais, enquanto o piso hoje é de pelo menos uns R$ 1900. Isso porque existia exigência de diploma, hein! E isso porque é São Paulo. Nem sei como fica o resto do País.


Muita gente adora falar a meio mundo que um economista escreve melhor do que um jornalista sobre economia, por exemplo. No entanto, esse povo já tinha espaço na mídia como colaborador e não sei porque falavam essas besteiras. De fato, podem até escrever bem. Agora, espírito de repórter, de encher o saco das fontes, de ter iniciativa MESMO, ir atrás de furos, eu duvido - e MUITO!

E outra que eles são tão bitolados quanto jornalistas, cada um em suas respectivas áreas.

Por outro lado, entendo perfeitamente que o STF tenha derrubado esse decreto. Afinal, nossa Constituição é 88 e o decreto da profissão era anterior, feito na ditadura!!!! É natural que haja algumas prerrogativas lá que são incompatíveis com a Constituição, né! São dois momentos históricos diferentes.

Portanto, acho que o ideal seria uma nova lei pra nossa profissão. Tudo bem, não precisa nem exigir formação específica, mas pelo menos ensino superior. Não é pedir muito. E o povo, em vez de protestar, poderia pressionar mais o Congresso nessa questão, não?

Chega, é isso, essa é minha opinião.

Signs

22:52 / Postado por Rod / comentários (0)

All we need is love! This is a wonderful movie.

Quando chega a nossa hora?

23:25 / Postado por Rod / comentários (3)

Sampa, 11 de junho de 2009


Sempre pensei que quando chega o nosso dia de morrer, não há muito o que se possa fazer. Hoje, li a prova disso e deixo a cópia logo abaixo.

Italiana que perdeu voo da Air France morre em acidente de carro

Uma italiana que na semana passada perdeu o voo do da Air France que caiu em águas brasileiras morreu num acidente de carro, informa o site do jornal "The Times".

Johanna Ganthaler, aposentada e natural da região italiana de Bolzano, tinha passado uns dias de férias no Brasil com o marido.

Os dois perderam o voo 447 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico em 31 de maio com 228 pessoas a bordo. Um dia depois, deixaram o Rio de Janeiro.

O acidente de carro que matou Ganthaler aconteceu em Kufstein (Áustria), quando o veículo no qual estava bateu num caminhão. O estado de saúde do marido da italiana é grave.


EFE / Yahoo

Postei uma vez e volto a deixar aqui, mas dessa vez pra outra pessoa

22:09 / Postado por Rod / comentários (0)

"Éramos amigos e nos tornamos estrangeiros um para o outro. Mas é bom que seja assim, e não queremos dissimular nem obscurecer este fato, como se tivéssemos vergonha dele.
Somos dois navios que perseguem rumo e objetivos próprios; podemos sem dúvida, nos cruzar e celebrar festas entre nós, como já fizemos -então, os bons navios repousavam, lado a lado, no mesmo porto, sob o mesmo sol, tão calmos que pareciam ter atingido o objetivo e tido o mesmo destino. Mas, depois, o apelo irresistível de nossa missão nos levava, de novo, para longe um do outro, para mares, em direção a paragens, sob sóis diferentes -tavez para nunca mais nos revermos, talvez para nos revermos ainda uma vez, sem nos reconhecermos: mares e sóis diferentes nos teriam transformado! Que devêssemos nos tornar estrangeiros um ao outro era a lei acima de nós: é por isso mesmo que devemos nos tornar mais respeitáveis um para o outro! É por isso mesmo que o pensamento de nossa amizade de outrora nos deve ser mais sagrado!
É provável que nossas rotas e objetivos divergentes se achem inscritos como ínfimos trajetos - numa imensa curva indivisível, numa imensa via estelar - elevemos-nos a este pensamento. Mas, nossa vida é breve demais, nossa visão é fraca demais, para que possamos ser mais do que amigos no sentido dessa possibilidade sublime.
E, assim, queremos crer na amizade de astros, mesmo que devamos ser inimigos na terra" (Nietzche)